ANO VII - Nº 55 - ABRIL/MAIO/JUNHO 2004

A EXPANSÃO DA OBRA AGOSTINIANA

Igreja São José do Calafante (Belo Horizonte)

1 - A  CASA  MÃE  :  MARECHAL  HERMES

 Com a chegada de um grupo numeroso de frades ( 1931-33 ), abriram-se para os Agostinianos do Escorial novos campos de Apostolado. Desejava-se abrir uma espécie de centro missionário na Capital Federal de então, o Rio de Janeiro.
 Em agosto de 1931 fundava-se a casa mãe, na Paróquia de São Paulo, no Bairro de Marechal Hermes ( RJ ). Posteriormente mudou-se o nome para Paróquia Nossa Senhora das Graças. Dali partiriam nossos religiosos para outras fundações.









2 - ADENTRANDO  NAS  ALTEROSAS

 *Bom Sucesso - MG :  Sem demora dirigiram-se a Minas Gerais. Em Janeiro de 1932, tomavam posse da Paróquia de Bom Sucesso, próxima a Belo Horizonte. Em 1933 dirigiram aí um pequeno colégio que, por causa de escassez de alunos, foi fechado no mesmo ano. Aí trabalharam os Freis Ricardo Rodríguez e Saturnino Casas.

No capítulo Provincial celebrado na Espanha, no dia 08/07/1933 foi nomeado Vicário Provincial para o Brasil o Fr. Carlos Vicuña, o grande dinamizador das fundações agostinianas em seu início.
 *Colégio Santo Agostinho - Belo Horizonte  :  O grande sonho do Pe. Vicuña era " fundar um colégio onde pudesse juntar os religiosos dispersos em vários estados brasileiros ( Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais ) e onde pudesse exercer a missão apostólico-docente, especialidade particular da Província Matritense ". Esse sonho se concretizou em 1934 com a fundação do Colégio Santo Agostinho de B.H.
 *São José do Calafate - Belo Horizonte  :  Para abrir um colégio na capital mineira, o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Antônio dos Santos Cabral impôs a condição de aceitarem uma paróquia nos subúrbios da mesma. Dessa forma, assumiram a Paróquia de São José do Calafate em janeiro de 1934, sendo Fr. Saturnino Casas o seu primeiro pároco.
 *Cataguazes - MG  :  Aí funcionou um colégio por dois anos, sendo o seu diretor Fr. Evaristo Arámburu, que veio expressamente da Argentina, onde se encontrava trabalhando. Também teve vida efêmera devido às dificuldades em sustentá-lo.
 Ainda foram atendidas em Minas Gerais : uma capelania de monjas em Andrelândia ( 1934 ) e a Paróquia de Pirapetinga ( 1932-34 ).

Frei Carlos Vicunã, o grande dinamizador das obras agostianas

3 - NA  ANTIGA  CAPITAL  FEDERAL  : 

 *Consolação - RJ  :  No dia 13/06/1933 se erigia canonicamente a Paróquia de Nossa Senhora da Consolação e Correia, no Engenho Novo; seu primeiro pároco foi Fr. Agostinho Fincias.

 *Paróquias de Santa Isabel e São Sebastião de Bento Ribeiro :  estas duas paróquias se localizam entre as duas outras que os padres haviam assumido. Foram aceitas a título de colaboração, sendo regentadas no período de 1934-38. Ambas foram devolvidas ao bispo em 1938 quando a escassez de pessoal aconselhou a fechar algumas casas.
 Interinamente foram atendidas as Paróquias de Santa Cruz ( 1931 ) e de Oswaldo Cruz ( 1932 ).
 Ainda no interior do Rio, na Diocese de Campos, Fr. Vicente Rabanal trabalhou na Paróquia de Cardoso Moreira.

4 - NO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 Nesse Estado nossos religiosos trabalharam algum tempo em três paróquias : Boa Esperança, Nova América e Dobrada. Estas paróquias tiveram que ser fechadas em 1932, pois chegaram instruções de Roma no sentido de que as Comissarias ou Vicariatos brasileiros estivessem separados territorialmente. E como ali já se haviam estabelecido as Comissarias da Espanha e de Castela, não era conveniente que entrasse a do Escorial.

5 - SEMINÁRIOS

 A convite de alguns bispos, os Freis Saturnino Casas e Vicente Rabanal foram diretores dos seminários de Juiz de Fora ( MG ) e Jaboticabal ( SP ), realizando uma obra que mereceu aplausos de seus prelados.

6 - POR QUE  TANTO  ABRE-E-FECHA ?

 Em alguns lugares a presença agostiniana foi muito breve, pois buscavam-se aquelas casas que melhor satisfizessem as exigências da vida comunitária agostiniana. Cada casa devia oferecer um mínimo de condições materiais e econômicas para nela poderem viver ao menos três religiosos.
 Assim, foram-se abrindo e fechando várias casas conforme se verificava a falta de tais condições. Por outra parte, era necessário concentrar um pouco os religiosos dispersos, de acordo com o Direito Canônico e as Constituições da Ordem.

 Nos próximos números vamos rever a história das principais fundações, que permanecem até hoje, quando o Vicariato da Consolação celebra suas Bodas de Diamante (75 anos!).