Peru: Igreja dedica campanha aos povos da Amazônia

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A Igreja Católica do Peru anunciou que a campanha Compartir 2019 (Compartilhar 2019), será destinada ao apoio às Redes de Solidariedade aos Povos Originários da Amazônia. A Amazônia é um bioma que geograficamente está em nove países, e o Peru é um deles. Desde 1990, a campanha tem escolhido um tema diferente a cada ano e com a contribuição de instituições e pessoas físicas, desenvolve projetos sociais em favor das populações mais carentes do país.

A campanha tem como objetivo visibilizar, compreender e reconhecer o valor da diversidade cultural dos povos, vendo-a como uma expressão da riqueza que Deus colocou no coração de cada pessoa, dos povos e nações. Compreender, de modo especial, que a diferença cultural não é uma ameaça para o desenvolvimento dos povos, e sim o reconhecimento das imensas potencialidades e riquezas dos seres humanos. Outro objetivo será despertar e aprofundar as reflexões e compromissos em favor da ecologia integral, proposta com força pelo Papa Francisco.

A campanha fará também uma coleta nacional solidária. A primeira coleta será feita por voluntários no dia 23 de agosto, nas principais avenidas e ruas das cidades.  E a Coleta Paroquial será realizada no dia 25 de agosto durante as missas dominicais.

 

Povos que defendem suas terras

É correta a visão dos cristãos peruanos: é absolutamente necessário apoiar solidariamente os povos da Amazônia, pois sem eles a Amazônia será destruída. Foram eles que durante os quinhentos anos desde a colonização europeia que decretou a sua morte, e, antes disso, durante milênios, defenderam a floresta, os rios, a biodiversidade, isto é, defenderam a vida do bioma Amazônia para que eles próprios pudessem viver. Enfrentaram empresas e governos que sempre desejaram apropriar-se de seus territórios para enriquecer com a exploração dos bens naturais do bioma e dos seus povos. Eles conseguiram manter suas culturas, seu modo de vida, suas religiões e parte de seus territórios.

“ São eles que, ainda hoje, nos indicam que, se desejamos ser felizes e continuar vivos, precisamos abandonar a falsidade do crescimento econômico capitalista e assumir os valores e a forma de vida presentes em suas comunidades, a que eles dão o nome de Bem Viver: criando relações de cooperação entre as pessoas, comunidades e povos, e relações harmoniosas com a natureza, que é e precisa ser reconhecida e amada como Mãe Terra. ”

 

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